Mostrando postagens com marcador Dia dos solteiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia dos solteiros. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dia dos solteiros e outras datas sem sentido

Eu deveria estar comemorando o dia dos solteiros nesse momento. Mas, pela falta de oportunidade e de companhia, resolvi escrever. Dia dos solteiros é mais uma dessas datas sem sentido, inventadas para parabenizarmos amigos no MSN, escrevermos algo escroto e grosseiro no twitter e participarmos de novas comunidades do orkut. É uma data que pouquíssima gente saberia que existe, não fosse a Internet.

Aliás, a Internet é a responsável por propagar a maior parte destas datas estranhas. Há alguns dias, por exemplo, tivemos o Lingerie Day, um movimento no twitter para que as moçoilas presentes na rede social trocassem seus avatares (suas imagens de exibição) por fotos com lingeries. Em fevereiro, no dia 28 para ser mais específico, ocorre o Dia do sono, data bastante tentadora por sinal.

Antes que me critiquem, não sou contrário à propagação dessas datas pela Internet, apenas considero muitas delas extremamente inúteis. Uma dessas datas (tão inúteis quanto dar um IPhone à minha avó), que descobri não faz muito tempo, é o dia da amante. Um incentivo à traição ou uma singela homenagem àquela pessoa que destrói, mas que em muitos casos é a salvadora de um relacionamento? Confesso que não parei para pensar a respeito.

Mas não preciso falar apenas das datas pouco difundidas. O dia dos namorados, por exemplo, é uma data sem lógica alguma. No mundo todo o dia dos namorados é comemorado em 14 de fevereiro, uma homenagem a São Valentim, padroeiro dos casais, dos apaixonados. Mas no Brasil, a culpa por ser apenas no dia 12 de junho é de um publicitário (sempre esses publicitários!). Na falta de uma data relevante ao comércio no mês de junho, o publicitário João Dória foi contratado para embalar o comércio paulista. Com o slogan "Não é só com beijos que se prova o amor", Dória conseguiu aquecer o fraco comércio de junho, incentivando a troca de presentes entre namorados.

Tudo bem, talvez eu seja apenas um solteirão, recalcado e pão duro, que não quer gastar no dia dos namorados e não tem com quem comemorar o dia dos solteiros. Mas a verdade é que frustra pensar que existe uma data comemorativa para quase todas as besteiras em que podemos pensar. Bom mesmo era o tempo em que apenas datas de relevância à nossa história mereciam ser lembradas. Homenageávamos apenas quem tinha feito algo digno de ser lembrado. E mesmo as datas comerciais (dia dos pais, das mães, páscoa, natal) valiam mesmo pelo que representavam, e não por serem símbolos de presentes. Hoje, até celebrar um domingo em família virou clichê. E isso não é algo de que sinto orgulho.

Jovem Foca