Esse é um post inútil. Ele é inspirado naqueles clássicos capítulos inúteis das obras machadianas. A verdade é que preciso escrever, e só. Não tenho um tema específico na cabeça, nem quero expor nenhuma frustração. Apenas quero escrever pela necessidade de escrever. Parece besteira, mas esse foi um comentário feito pelo escritor Daniel Galera durante a Feira do Livro, aqui em Santa Cruz do Sul. É essa necessidade de escrever que dá vida à literatura. É simplesmente uma ânsia, uma angustia que toma o peito e que cria essa vontade de se comunicar, de falar algo a alguém, mesmo sem nada para falar.
Junto com isso, vem a responsabilidade de escrever de forma criativa, de ser sempre atraente, de prender o leitor no texto. É uma tarefa desgastante e eterna. Sempre que penso nisso, me imagino daqui a alguns anos, em algum periódico de grande porte (se tudo der certo), como cronista, colunista ou seja lá o que for. Penso na pressão de escrever diariamente para 100, 200, 300 mil pessoas. Penso no quanto é difícil fazer algo diferente a cada dia e encarar o fato de que, às vezes (assim como agora), não se tem sobre o que falar, apenas uma necessidade de escrever.
O mais triste de tudo é lembrar que não é a primeira vez que escrevo sem ter nada para dizer. Os lapsos de criatividade estão mais frequentes, e nem posso culpar a idade por isso. E, falando de novo sobre "ser criativo", é um porre ter que finalizar o texto sempre de forma original, genial e atraente. Deve existir algum elixir sagrado que os grandes cronistas brasileiros bebem para ganhar inspiração. Um dia eu descubro o nome do bar onde vendem esse elixir. Daí, mando servir uma rodada de criatividade por minha conta. Ou melhor, anota na conta no jornal, por favor.
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Um pouco sobre seriados
Eu sou apaixonado por seriados. É provável que isso não seja uma novidade, afinal, sempre falo sobre essa paixão, e hoje em dia, todos que têm acesso à internet ou TV a cabo, têm uma lista de seriados que assistem religiosamente. Eu também tenho essa lista, e um HD cheio de temporadas por assistir de vários seriados diferentes. Mas o foco do post de hoje não é falar sobre nenhuma dessas séries pelas quais sou apaixonado.
Há alguns meses vi a Rede Globo anunciando uma série com uma proposta um pouco diferente daquelas que sempre lançava. A Globo é famosa pelas minisséries que lança (A muralha, A Casa das sete mulheres, Os maias, Amazônia), principalmente com enfoque histórico. Mas a proposta de "Na Forma da Lei" e de "A Cura", me transmite uma imagem um pouco diferente. Seu conteúdo e formato assemelham-se à seriados, muito mais do que à minisséries.
Meu palpite é de que a Globo percebeu o potencial que estava sendo desperdiçado em seu elenco. Além disso, já faz algum tempo que as duas principais rivais da Globo (Record e SBT) perceberam o potencial dos seriados norte-americanos para aumentar sua audiência. O SBT já investiu em versões traduzidas de "Supernatural" e "Cold Case", dois seriados de sucesso nos canais de TV a cabo. Supernatural está no início de sua 6ª temporada de gravações. Cold Case já finaliza sua 7ª temporada. Já a Record investiu nos seriados "House" (considerado por alguns como o melhor seriado médico já lançado) e "CSI", sucesso absoluto dentre as séries investigativas.
Minha teoria não possui nenhuma base. É apenas a opinião de um viciado em seriados que vê uma mudança de foco na Rede Globo. Meu palpite é de que a Globo passará a investir em seriados nacionais, com enredos inspirados nos já famosos seriados norte-americanos. Uma tentativa de atrair um público cada vez mais jovem. Uma tentativa de recuperar o público perdido para as TVs a cabo e para a internet (principalmente aqueles que gostam de baixar seriados). A expectativa é de que o façam com qualidade. Se vão recuperar audiência, não faço ideia. Mas, ao menos, teremos mais uma opção gratuita de programação com qualidade.
Há alguns meses vi a Rede Globo anunciando uma série com uma proposta um pouco diferente daquelas que sempre lançava. A Globo é famosa pelas minisséries que lança (A muralha, A Casa das sete mulheres, Os maias, Amazônia), principalmente com enfoque histórico. Mas a proposta de "Na Forma da Lei" e de "A Cura", me transmite uma imagem um pouco diferente. Seu conteúdo e formato assemelham-se à seriados, muito mais do que à minisséries.
Meu palpite é de que a Globo percebeu o potencial que estava sendo desperdiçado em seu elenco. Além disso, já faz algum tempo que as duas principais rivais da Globo (Record e SBT) perceberam o potencial dos seriados norte-americanos para aumentar sua audiência. O SBT já investiu em versões traduzidas de "Supernatural" e "Cold Case", dois seriados de sucesso nos canais de TV a cabo. Supernatural está no início de sua 6ª temporada de gravações. Cold Case já finaliza sua 7ª temporada. Já a Record investiu nos seriados "House" (considerado por alguns como o melhor seriado médico já lançado) e "CSI", sucesso absoluto dentre as séries investigativas.
Minha teoria não possui nenhuma base. É apenas a opinião de um viciado em seriados que vê uma mudança de foco na Rede Globo. Meu palpite é de que a Globo passará a investir em seriados nacionais, com enredos inspirados nos já famosos seriados norte-americanos. Uma tentativa de atrair um público cada vez mais jovem. Uma tentativa de recuperar o público perdido para as TVs a cabo e para a internet (principalmente aqueles que gostam de baixar seriados). A expectativa é de que o façam com qualidade. Se vão recuperar audiência, não faço ideia. Mas, ao menos, teremos mais uma opção gratuita de programação com qualidade.
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