Para quem passa horas atrás de um bom seriado, não é novidade ouvir (ou neste caso, ler) que Sherlock é uma das séries mais sensacionais do ano. Ainda assim, reitero o discurso saudosista que venera a trama. Produzido pela BBC, Sherlock é a releitura moderna das obras de Sir Conan Doyle. Na versão "moderninha" da história, Holmes possui um site e adora usar SMS. Com sua "ciência dedutiva", o maior detetive do mundo ganha vida na interpretação impecável de Benedict Cumberbatch. Já seu braço direito, Dr. Watson (interpretado por Martin Freeman) - médico durante a guerra do Afeganistão; baleado; com um abalo psicológico que o deixou manco - possui um blog em que conta as histórias vividas ao lado do amigo.
Bem diferente do "Sherlock Holmes" lançado ano passado sob a direção de Guy Ritchie, com interpretações fracas e roteiro muito aquém do esperado, o Holmes do século XXI proposto no seriado é marcado por grandes interpretações e um roteiro assustadoramente fidedigno para uma adaptação. Além disso, a estética da produção é brilhante. A fotografia valoriza os detalhes de tal forma que podemos sentir o ambiente. A trilha sonora nos conduz, nos prende, nos fixa na trama de tal forma que é difícil sair impune.
Infelizmente a série possui apenas 3 episódios com 90 minutos cada. Não há confirmação sobre uma segunda temporada (se houver, me avisem) mas minha torcida é para que ela vá adiante. O fato é que esses 3 episódios serviram apenas para deixar o público com aquela sensação de "quero mais". Para mim (simples blogueiro e estudante de jornalismo apaixonado por seriados), Sherlock é uma das 3 melhores séries de 2010 e tem tudo para tornar-se a número 1 em 2011.
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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Um pouco sobre seriados
Eu sou apaixonado por seriados. É provável que isso não seja uma novidade, afinal, sempre falo sobre essa paixão, e hoje em dia, todos que têm acesso à internet ou TV a cabo, têm uma lista de seriados que assistem religiosamente. Eu também tenho essa lista, e um HD cheio de temporadas por assistir de vários seriados diferentes. Mas o foco do post de hoje não é falar sobre nenhuma dessas séries pelas quais sou apaixonado.
Há alguns meses vi a Rede Globo anunciando uma série com uma proposta um pouco diferente daquelas que sempre lançava. A Globo é famosa pelas minisséries que lança (A muralha, A Casa das sete mulheres, Os maias, Amazônia), principalmente com enfoque histórico. Mas a proposta de "Na Forma da Lei" e de "A Cura", me transmite uma imagem um pouco diferente. Seu conteúdo e formato assemelham-se à seriados, muito mais do que à minisséries.
Meu palpite é de que a Globo percebeu o potencial que estava sendo desperdiçado em seu elenco. Além disso, já faz algum tempo que as duas principais rivais da Globo (Record e SBT) perceberam o potencial dos seriados norte-americanos para aumentar sua audiência. O SBT já investiu em versões traduzidas de "Supernatural" e "Cold Case", dois seriados de sucesso nos canais de TV a cabo. Supernatural está no início de sua 6ª temporada de gravações. Cold Case já finaliza sua 7ª temporada. Já a Record investiu nos seriados "House" (considerado por alguns como o melhor seriado médico já lançado) e "CSI", sucesso absoluto dentre as séries investigativas.
Minha teoria não possui nenhuma base. É apenas a opinião de um viciado em seriados que vê uma mudança de foco na Rede Globo. Meu palpite é de que a Globo passará a investir em seriados nacionais, com enredos inspirados nos já famosos seriados norte-americanos. Uma tentativa de atrair um público cada vez mais jovem. Uma tentativa de recuperar o público perdido para as TVs a cabo e para a internet (principalmente aqueles que gostam de baixar seriados). A expectativa é de que o façam com qualidade. Se vão recuperar audiência, não faço ideia. Mas, ao menos, teremos mais uma opção gratuita de programação com qualidade.
Há alguns meses vi a Rede Globo anunciando uma série com uma proposta um pouco diferente daquelas que sempre lançava. A Globo é famosa pelas minisséries que lança (A muralha, A Casa das sete mulheres, Os maias, Amazônia), principalmente com enfoque histórico. Mas a proposta de "Na Forma da Lei" e de "A Cura", me transmite uma imagem um pouco diferente. Seu conteúdo e formato assemelham-se à seriados, muito mais do que à minisséries.
Meu palpite é de que a Globo percebeu o potencial que estava sendo desperdiçado em seu elenco. Além disso, já faz algum tempo que as duas principais rivais da Globo (Record e SBT) perceberam o potencial dos seriados norte-americanos para aumentar sua audiência. O SBT já investiu em versões traduzidas de "Supernatural" e "Cold Case", dois seriados de sucesso nos canais de TV a cabo. Supernatural está no início de sua 6ª temporada de gravações. Cold Case já finaliza sua 7ª temporada. Já a Record investiu nos seriados "House" (considerado por alguns como o melhor seriado médico já lançado) e "CSI", sucesso absoluto dentre as séries investigativas.
Minha teoria não possui nenhuma base. É apenas a opinião de um viciado em seriados que vê uma mudança de foco na Rede Globo. Meu palpite é de que a Globo passará a investir em seriados nacionais, com enredos inspirados nos já famosos seriados norte-americanos. Uma tentativa de atrair um público cada vez mais jovem. Uma tentativa de recuperar o público perdido para as TVs a cabo e para a internet (principalmente aqueles que gostam de baixar seriados). A expectativa é de que o façam com qualidade. Se vão recuperar audiência, não faço ideia. Mas, ao menos, teremos mais uma opção gratuita de programação com qualidade.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O que vou passar aos meus filhos
Dia desses, conversando com a amiga e colega Vanessa Britto, surgiu o papo sobre "o que passar aos nossos filhos." A Vanessa, espirituosa do jeito que é, disse que seus filhos estarão liberados dos deveres de casa, desde que leiam todos os livros do Harry Potter. Confesso que não consigo pensar em nenhum livro em especial para deixar aos meus filhos. É claro que eles lerão Machado de Assis, de quem sou fã incondicional. Ou melhor, vão dormir ouvindo suas histórias. Se isso não despertar o interesse das crianças, não posso fazer nada, mas ao menos terão o estímulo inicial para despertarem para a leitura.
Mas a herança que meus filhos realmente ganharão de mim é multimídia. São músicas de todos os estilos. Músicas de qualidade. Vão ouvir Charlie Parker, John Coltrane, Miles Davis. Vão ganhar CDs (que provavelmente já estarão em desuso) de grandes nomes do Pop, do Rock, do Samba. Vão conhecer ritmos latinos e música erudita, ainda crianças. E se ainda assim quiserem ouvir Funk ou bandas coloridas, não os proibirei, pois pelo menos terei tentado despertar o gosto pelo que é belo.
Quero guardar DVDs de The Big Bang Theory e de Two and a Half Man para que eles entendam o que é um seriado de humor. Quero que assistam House, Lie to Me e Lost, para entenderem como seriados tão diferentes podem ser igualmente geniais. É provável que seriados melhores surjam até lá. Mas, ainda assim, quero que vejam aquilo que eu julguei genial muito antes de pensar em ter filhos. E mesmo que eles discordem de mim e prefiram algo bem diferente, ainda assim vou ter a certeza de que, ao menos, tentei transmitir a eles aquilo que eu assisti de melhor.
Sobretudo, não espero que eles se apaixonem pelo jornalismo, por animação, por jogos idiotas, por música instrumental. Não espero que eles gostem de fotografar, editar áudio e vídeo. É claro que ficaria bem feliz se eles tivessem interesse por alguma dessas coisas. Mas não é isso que importa. Só espero que eles aprendam a julgar por si mesmos o que tem ou não qualidade, o que é bom ou ruim. Se vão seguir os passos do pai e encarar o louco mundo do jornalismo, isso é papo para outra crônica. Daqui uns vinte anos a gente conversa.
Mas a herança que meus filhos realmente ganharão de mim é multimídia. São músicas de todos os estilos. Músicas de qualidade. Vão ouvir Charlie Parker, John Coltrane, Miles Davis. Vão ganhar CDs (que provavelmente já estarão em desuso) de grandes nomes do Pop, do Rock, do Samba. Vão conhecer ritmos latinos e música erudita, ainda crianças. E se ainda assim quiserem ouvir Funk ou bandas coloridas, não os proibirei, pois pelo menos terei tentado despertar o gosto pelo que é belo.
Quero guardar DVDs de The Big Bang Theory e de Two and a Half Man para que eles entendam o que é um seriado de humor. Quero que assistam House, Lie to Me e Lost, para entenderem como seriados tão diferentes podem ser igualmente geniais. É provável que seriados melhores surjam até lá. Mas, ainda assim, quero que vejam aquilo que eu julguei genial muito antes de pensar em ter filhos. E mesmo que eles discordem de mim e prefiram algo bem diferente, ainda assim vou ter a certeza de que, ao menos, tentei transmitir a eles aquilo que eu assisti de melhor.
Sobretudo, não espero que eles se apaixonem pelo jornalismo, por animação, por jogos idiotas, por música instrumental. Não espero que eles gostem de fotografar, editar áudio e vídeo. É claro que ficaria bem feliz se eles tivessem interesse por alguma dessas coisas. Mas não é isso que importa. Só espero que eles aprendam a julgar por si mesmos o que tem ou não qualidade, o que é bom ou ruim. Se vão seguir os passos do pai e encarar o louco mundo do jornalismo, isso é papo para outra crônica. Daqui uns vinte anos a gente conversa.
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