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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Crônica - Um dia de PRs: dos 3W ao "Eu já sabia"
Tudo começou com uma mão que tremia, uma voz que gaguejava e um olhar que não conseguia se firmar no papel. Era a blogueira Juliana Xavier que tentava concentrar-se durante o cerimonial da primeira palestra do dia, com Carolina Palma. Aliás, que dia! Uma programação inteira idealizada apenas por alunos. Mesmo estando longe do litoral, as golfinhas chegaram a tempo na cidade (sabe-se lá como). Sob olhares atentos, a palestrante da manhã, @carolpalma, iniciou seu discurso. Os focas twitteiros (inclusive eu) publicavam cada assunto tratado, cada frase de efeito, cada novo ideal. Sorridente, simpática e bela (muito bela), a golfinha mostrava que o resultado do sucesso profissional estava muito além do rostinho bonito. O público levantou questões e o mestre-raposão (sempre ele) saciou suas três curiosidades sobre o tema.
Durante a tarde, as palestrantes do dia encontraram-se. Era uma mesa de discussão proposta pelos três acadêmicos que organizaram a programação do dia (Juliana, Dennis e Matheus). O tema foi dividido por @carolpalma e @mairarolim. O objetivo era debater a importância do "fantástico mundo da internet", o acesso à dimensão dos pássaros azuis e das baleias voadoras, e qual o papel de focas, golfinhos, galos e afins na sociedade. Se há um consenso sobre o assunto, se chegaram a alguma conclusão em comum, ninguém sabe. Mas a proposta rendeu duas horas de boa conversa. E terminado o bate-papo, era a hora de Carolina Palma voltar para sua casa de três "Ws".
A noite chega e @mairarolim é a estrela. Mesmo com o cenário amedrontador (afinal, palestrar no anfiteatro do bloco 18 é algo que assusta), a golfinha tentou não demonstrar nervosismo. É verdade que não parava de "dançar" sobre o palco. Ainda assim, a PR (não a chame de RP) que veio da BOCA (e não chame a BOCA de agência) conquistou a atenção do público. Despojada, alegre e sem medo de mostrar-se como um ser-humano, gaguejou, sorriu e ensinou que o mais importante na comunicação é saber relacionar-se com as pessoas. Os exemplos da Olympikus - como o lançamento da nova camisa do Flamengo, aniversário do clube e o case "Eu já sabia" (sobre as Olimpíadas de 2016) - foram os pontos altos da noite, gerando perguntas e inquietações. E ao final, a sensação de mais um dia vencido, mais uma batalha travada e conhecimento adquirido. O dia foi das mulheres, mas o aprendizado independe do sexo. Elas dividiram um tema, uma mesa de discussão e a programação idealizada pelos acadêmicos. Surpresos pelo sucesso? Pois eu já sabia.
Terça de improvisos e incertezas
Todos esperavam o fracasso. Aliás, tudo indicava que iriam fracassar. O tão esperado Aquiles fora impossibilitado de vir. Atingido no calcanhar, era um visitante descartado. Mas, e agora? Todos no reino já haviam sido convocados para o pronunciamento do grande guerreiro. As golfinhas desesperavam-se, enquanto a Golfinha-mestra pensava em uma solução. Mas foi a Harpia-rainha quem resolveu a questão. Lembrou-se de um habitante, em um reino vizinho, que poderia ajudar. Ele não era um grande guerreiro/comunicador. Tampouco poderia ser chamado de foca ou golfinho. Mas o mago das leis colocou-se à disposição para passar um pouco de seu conhecimento aos habitantes do mundo da comunicação.
A notícia logo espalhou-se pelo mundo da twittolândia. Alguns incrédulos apenas reclamavam. A conversa não tinha apoio de música, vídeo ou slides. Nos primeiros minutos, o mago parecia deslocado. Era perceptível seu nervosismo. Ainda assim, a previsão não se confirmou. Pelo contrário, o visitante agradou o público. Cada fala era razão para uma nova discussão. Cada resposta gerava um novo questionamento, criando um diálogo contínuo. O fracasso virou sucesso.
A conversa continuou sem nenhum outro problema. Ninguém dormiu ou morreu entediado. Na verdade, a discussão estava muito efervescente. Até a Harpia-rainha manifestou sua posição e colaborou com a conversa. A arena de batalha fora transformada em uma área de transmissão conhecimento. Mas o tempo chegava ao fim. Os portais do mundo da twittolândia se fechavam enquanto o mago das leis pronunciava suas últimas palavras. Os guerreiros/comunicadores revoltavam-se pela falta de tempo para realizarem suas perguntas. A rainha agradecia ao mago pela sua colaboração, enquanto ele corria para voltar ao seu mundo antes do toque de recolher. E as golfinhas, felizes e sorridentes, apenas pensavam que, afinal, a noite não estava tão ruim assim.
Verdades e temores em uma noite de segunda-feira
Para você que teve preguiça de ir até o site da Seacom (mesmo vendo o link) e perdeu as crônicas sobre as palestras da XV Seacom, aqui vão elas. E amanhã, a crônica inédita sobre a palestra de quinta (crônica que ainda não consegui terminar pela falta de tempo e, principalmente, de horas dormidas - mas isso explico outra hora). Por enquanto, curtam os 3 textos já publicados ou releiam as velharias desse blog.
A comida era liberada. O grande problema era a água com gás, distribuída acintosamente pelos garçons. Sim, odeio água com gás. Mas enquanto o povo comia, bebia e aplaudia os premiados no Intercom e no SET Universitário, anunciados pela voz marcante do MC oficial da comunicação, "ele" já estava por lá. Estava quieto, é verdade. Uma presença discreta que precedia os grandes momentos da noite. Mas esses momentos ainda teriam que esperar, pois a galera continuava comendo. Como reunir jornalistas, RPs, publicitários e produtores de mídia audiovisual em uma boca livre e exigir pressa na hora da refeição?
O mestre raposão (aquele mesmo, que tudo sabe, tudo vê) encaminhou a turma de comunicadores famintos até a arena de batalha. Corpo satisfeito, era hora de alimentar a massa cinzenta. "Ele" subiu ao palco, depois de alguns longos minutos de anúncios, pronunciamentos oficiais (mestre raposão e microfone: uma combinação perigosa) e muitos aplausos. Agora o momento era "dele". A postura lembrava a de um general. Mas o discurso contradizia a imagem inicial. Falando sobre comunicação em redes, lembrava que sobreviver nesse mundo perigoso e misterioso da internet é um desafio diário. A terra dos pássaros azuis e da baleia voadora também foi assunto recorrente.
A arena tinha um bom público. Não estava lotada, é verdade, mas era um número considerável de guerreiros da comunicação. As golfinhas vagavam de um lado para o outro, tentando deixar tudo perfeito. A Harpia Rainha, esposa do mestre raposão, também acompanhava o evento de seu trono real. Mas o silêncio ainda imperava no ar. Será que, em um grupo tão grande de guerreiros/comunicadores, ninguém tinha uma pergunta a fazer a "ele"? Novos fatos eram apresentados pelo convidado, novas pesquisas, novas visões sobre os mundos - o nosso e o da internet. Visões que nem sempre agradaram a todos os soldados e comandantes presentes. Mas, ainda assim, visões concretas de um mundo sólido que, a todo instante, desmancha-se no ar e vira bit.
Vídeos, flashs, risadas e momentos de tensão acompanhavam cada grande momento da fala do convidado. E ainda assim, o silêncio tomava conta. "Perguntas, por favor!", suplicavam mentalmente os organizadores. Anotei algumas curiosidades trazidas pelo visitante e resolvi arriscar um questionamento. Talvez uma pergunta fosse o suficiente para iniciar o tão esperado "diálogo", até então, sintetizado em um monólogo. Uma chuva de indagações sucedeu a tensão inicial. Uma única pergunta foi o suficiente para desencadear mais uma hora de discussão. Ao fim da conversa, "ele" estava cercado. Não por inimigos, mas por curiosos, comunicadores ainda famintos pelo saber.
Após as últimas fotos, os últimos agradecimentos, os últimos flashs, "ele" foi liberado para descer em direção à COHAB4, um complexo habitacional que abriga e alimenta os guerreiros mais humildes diariamente. Um local em que a alegria toma conta e os quilos multiplicam-se rapidamente. Na COHAB4, esperou pelo carro. Paparicado por focas e golfinhas, sorriu e esvaiu-se no ar. E seu nome não precisou ser lembrado. E suas palavras, certamente, não serão esquecidas.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A Harpia twitteira e o mundo dos pássaros azuis (o que você não viu na palestra de Bárbara Nickel)
Foi numa terça-feira que a bondosa Harpia twitteira pousou na Unisc. Ela, que vive no lugar em que o relógio marca sempre a mesma hora, viu o tempo esvair-se durante a curta manhã chuvosa, na província de "Lá onde Santa Cruz perdeu as botas". No início parecia solitária. Não conhecia o território em que havia pousado, tampouco seus inusitados habitantes. Mas logo encontrou conhecidos. O mestre-raposão foi recepcioná-la e ensinar-lhe as regras de sobrevivência naquela terra sem lei. As golfinhas também estavam por perto, para dar assistência caso a visitante precisasse. Outros seres amigáveis transitavam por ali. Um grupo de focas (velhos conhecidos da twittolândia) aguardava ansiosamente por seus ensinamentos.
Os bravos guerreiros, que já saudaram outra Harpia, no início do ano e enfrentaram o terrível Krukru há poucas semanas, tinham agora a incumbência de aprender tudo quanto possível sobre o mundo misterioso da internet (um mundo em que baleias voam, gangs coloridas se formam e informações atravessam o oceano em segundos). Não era uma tarefa fácil. Mas a Harpia twitteira fez o melhor possível para ensinar as melhores rotas a se navegar no mundo virtual aos focas, golfinhas, raposas ou qualquer outro ser presente nesse mundo místico.
Enquanto repassava seus conhecimentos, sob o olhar atento e curioso dos aventureiros, a Harpia twitteira via quatro focas transmitindo sua mensagem ao mundo da twittolândia. Foram duas horas de palavras ao vento, disseminando conhecimento pela província. Dois seres desavisados, pouco conhecedores dos perigos do mundo virtual, caíram em um sono profundo, uma pequena armadilha da rede. Ainda assim, o povo celebrou os ensinamentos da guerreira e lamentou sua partida. Ela novamente alçou voo rumo ao mundo em que reinam os pássaros azuis e onde o tempo não passa.
Os bravos guerreiros, que já saudaram outra Harpia, no início do ano e enfrentaram o terrível Krukru há poucas semanas, tinham agora a incumbência de aprender tudo quanto possível sobre o mundo misterioso da internet (um mundo em que baleias voam, gangs coloridas se formam e informações atravessam o oceano em segundos). Não era uma tarefa fácil. Mas a Harpia twitteira fez o melhor possível para ensinar as melhores rotas a se navegar no mundo virtual aos focas, golfinhas, raposas ou qualquer outro ser presente nesse mundo místico.
Enquanto repassava seus conhecimentos, sob o olhar atento e curioso dos aventureiros, a Harpia twitteira via quatro focas transmitindo sua mensagem ao mundo da twittolândia. Foram duas horas de palavras ao vento, disseminando conhecimento pela província. Dois seres desavisados, pouco conhecedores dos perigos do mundo virtual, caíram em um sono profundo, uma pequena armadilha da rede. Ainda assim, o povo celebrou os ensinamentos da guerreira e lamentou sua partida. Ela novamente alçou voo rumo ao mundo em que reinam os pássaros azuis e onde o tempo não passa.
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