Para quem está sempre conectado, é difícil encontrar uma matéria sobre tecnologia veiculada por uma emissora como a Rede Globo que não pareça defasada e repetitiva. Em geral, obtemos aquela informação através de mídias alternativas, com links nas redes sociais que nos levam a blogs especializados (muitos deles, bastante confiáveis). Mas em alguns casos, os veículos tradicionais ainda conseguem nos surpreender e chamar nossa atenção.
Um exemplo disso ocorreu comigo no dia 10 de janeiro, assistindo ao Jornal da Globo, último programa jornalístico da emissora do dia. O tema da edição semanal da coluna Conecte era "tecnologia 4G".
Confesso que, ao ver as chamadas, fiquei um pouco incrédulo. Mas ao assistir à reportagem, tive uma grata surpresa. Definitivamente a Rede Globo não apenas é a maior emissora do país como também possui alguns dos melhores jornalistas do Brasil.
Se no telejornalismo "imagem é tudo", então a passagem de Renata Ribeiro, que dá início à reportagem, não poderia ser em um local melhor: o Museu do Telefone de São Paulo. Com um texto que brinca com a ideia de que um celular simples já é coisa de museu, ela prende o espectador e resume, em poucos segundos, a ideia que a reportagem quer transmitir.
É claro que a qualidade dos repórteres não é o único fato louvável nessa reportagem. Afinal, para se fazer uma matéria recheada de infográficos, dividida por três renomados repórteres (Renata Ribeiro, Jorge Pontual e Roberto Kovalick) em 3 países diferentes (Brasil, Estados Unidos e Japão) e com um leque de outros profissionais como editores de vídeo, produtores, câmeras, todos sabemos que é preciso ter estrutura.
Neste caso, não apenas estrutura financeira, mas também estrutura editorial. Afinal, como podemos ver nos créditos da passagem de Renata Ribeiro no Morumbi (gravada no dia 21 de setembro de 2011), a pauta estava em produção há, no mínimo, três meses. E convenhamos que, investir 3 meses em uma pauta, não é um luxo do qual todos os veículos podem desfrutar.
Enfim, meus amigos. O bom jornalismo (aquele jornalismo em profundidade do qual ouvimos tanto falar na faculdade, com tempo dedicado a estudar a pauta, a produzir infográficos, a pensar em como tornar a reportagem simples sem ser simplória) ainda existe. É claro que é mais fácil fazer algo com qualidade quando os editores aceitam investir. Mas, não nos deixemos abater: mesmo nós, com recursos limitados, podemos fazer boas reportagens. A questão é saber adaptar o olhar trabalhar com os recursos - mesmo que escassos - disponíveis. Em outro post, prometo trazer alguns exemplos do que é possível fazer mesmo sem recursos.
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A Harpia twitteira e o mundo dos pássaros azuis (o que você não viu na palestra de Bárbara Nickel)
Foi numa terça-feira que a bondosa Harpia twitteira pousou na Unisc. Ela, que vive no lugar em que o relógio marca sempre a mesma hora, viu o tempo esvair-se durante a curta manhã chuvosa, na província de "Lá onde Santa Cruz perdeu as botas". No início parecia solitária. Não conhecia o território em que havia pousado, tampouco seus inusitados habitantes. Mas logo encontrou conhecidos. O mestre-raposão foi recepcioná-la e ensinar-lhe as regras de sobrevivência naquela terra sem lei. As golfinhas também estavam por perto, para dar assistência caso a visitante precisasse. Outros seres amigáveis transitavam por ali. Um grupo de focas (velhos conhecidos da twittolândia) aguardava ansiosamente por seus ensinamentos.
Os bravos guerreiros, que já saudaram outra Harpia, no início do ano e enfrentaram o terrível Krukru há poucas semanas, tinham agora a incumbência de aprender tudo quanto possível sobre o mundo misterioso da internet (um mundo em que baleias voam, gangs coloridas se formam e informações atravessam o oceano em segundos). Não era uma tarefa fácil. Mas a Harpia twitteira fez o melhor possível para ensinar as melhores rotas a se navegar no mundo virtual aos focas, golfinhas, raposas ou qualquer outro ser presente nesse mundo místico.
Enquanto repassava seus conhecimentos, sob o olhar atento e curioso dos aventureiros, a Harpia twitteira via quatro focas transmitindo sua mensagem ao mundo da twittolândia. Foram duas horas de palavras ao vento, disseminando conhecimento pela província. Dois seres desavisados, pouco conhecedores dos perigos do mundo virtual, caíram em um sono profundo, uma pequena armadilha da rede. Ainda assim, o povo celebrou os ensinamentos da guerreira e lamentou sua partida. Ela novamente alçou voo rumo ao mundo em que reinam os pássaros azuis e onde o tempo não passa.
Os bravos guerreiros, que já saudaram outra Harpia, no início do ano e enfrentaram o terrível Krukru há poucas semanas, tinham agora a incumbência de aprender tudo quanto possível sobre o mundo misterioso da internet (um mundo em que baleias voam, gangs coloridas se formam e informações atravessam o oceano em segundos). Não era uma tarefa fácil. Mas a Harpia twitteira fez o melhor possível para ensinar as melhores rotas a se navegar no mundo virtual aos focas, golfinhas, raposas ou qualquer outro ser presente nesse mundo místico.
Enquanto repassava seus conhecimentos, sob o olhar atento e curioso dos aventureiros, a Harpia twitteira via quatro focas transmitindo sua mensagem ao mundo da twittolândia. Foram duas horas de palavras ao vento, disseminando conhecimento pela província. Dois seres desavisados, pouco conhecedores dos perigos do mundo virtual, caíram em um sono profundo, uma pequena armadilha da rede. Ainda assim, o povo celebrou os ensinamentos da guerreira e lamentou sua partida. Ela novamente alçou voo rumo ao mundo em que reinam os pássaros azuis e onde o tempo não passa.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Dia Internacional da Música, mas...
No dia 1º de outubro de 1975, o violinista Yehudi Menuhin, então presidente do International Music Council (Conselho Internacional da Música) criou o Dia Internacional da Música para promover a cultura musical e o respeito entre as diferentes culturas. Entretanto, a única notícia que perpetua durante o dia é: MEC cancela o Enem 2009 por suspeita de fraude. É incrível como, a cada dia, aparece um novo espertalhão inventando formas de ganhar dinheiro sem trabalhar. Mais incrível ainda é a justificativa dos golpistas. "Nós temos emprego, não somos vagabundos. Queremos apenas fazer dinheiro. Isso aqui é coisa séria, pode derrubar ministério". No site R7, a reportagem vai além. Segundo o site, os golpistas também procuraram o site. Um deles teria dito que "sou filho de desembargador, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar do Ministério Público. Somos todos trabalhadores, mas isso caiu no nosso colo". Além disso, o grupo afirmou ter "amparo legal" e que as provas vazaram para filhos de deputados e diplomatas em Brasília também. É triste que nesse dia, 1º de outubro, data significativa para a música, um dia de incentivo para a arte, o fato mais marcante seja uma fraude, exemplo perfeito da falta de respeito e da contra-cultura de nossos semelhantes.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Jornalismo Musical
Ontem, vasculhando o orkut, encontrei uma comunidade denominada Jornalismo Musical. É claro que eu já havia escutado a expressão, mas foi apenas ontem que tive a certeza de que essa é minha praia. Quem me conhece sabe da minha paixão pela música, mas antes, o desafio de unir jornalismo com minha obsessão musical parecia distante. Somente ontem entendi que, não importa o meio no qual vou trabalhar, eu preciso unir essas duas paixões para sobreviver. Exageros a parte, me deparei com outro problema: a produção bibliográfica na área é escassíssima. As duas principais fontes sugeridas em um fórum da comunidade são a revista Rolling Stones e o Manual de Estilo da MTV. Hoje, visualizando o blog do professor Demétrio, encontrei a dica do livro Rolling Stone: as melhores entrevistas da revista Rolling Stone (LAROUSSE, 2008). Mesmo assim, é pouco material de pesquisa. E esse desafio me estimula ainda mais. Imaginem a produção de uma monografia, por exemplo, sem material de pesquisa. Essa sensação de que finalmente descobri o que quero no futuro é incrível. Jornalismo Musical. Quem diria, algo tão fora de mídia e com poucos bons profissionais atuando. E ainda dizem que orkut é perda de tempo.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Pede pra sair seu 05...
Infelizmente não consigo mais entrar no blog frequentemente. Pelo menos não foi possível na última semana. A verdade é que os trabalhos estão acabando comigo (e com o resto da turma). Se você é uma das 5 pessoas que acompanha esse blog, deve lembrar do meu trabalho, do meu calvário, 1 mês sem assistir TV. Pois bem, terei que recomeçar. Tantas coisas na cabeça me fizeram esquecer de anotar diariamente essa experiência, e com mais de uma semana perdida, resolvi reiniciar. Mas antes vou aproveitar um pouquinho esse período que precede a nova abstinência. Começo dia 1º de maio. Às vezes acho que uso o fato de não ter feito esse relato diário apenas como desculpa. Imagino a professora Ana como um capitão Nascimento da comunicação: "Pede pra sair 05, pede!" E eu, fragilizado pelas cadeiras e atormentado pelo mau-humor de alguns professores, apenas repito freneticamente, "Eu desisto senhor, eu desisto". Mas, mudando de assunto, alguém aí ainda não conhece a nova moda da internet, o Twitter? Não, eu ainda não fiz o meu. O que me inquieta é querer saber o que leva as pessoas a esses modismos instantâneos. E eu com saudades do mIRC... bons tempos!
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