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terça-feira, 17 de agosto de 2010

O que um homem não suporta em um relacionamento

Antes de ler o restante do texto, você deve concordar com os Termos de leitura:

1 - Tenho consciência de que este é um post extremamente machista e não manifestarei qualquer opinião contrária à do autor.
2 - Prometo deixar um comentário caso considere o texto digno de tal feito.
3 - Concordo com os Termos de leitura e aceito ler a crônica sem jamais processar o autor do blog por qualquer possível ofensa quanto à minha sexualidade, posição política ou religião.


Dia desses twittei que estava pensando em um tema para uma nova crônica, aqui mesmo para o blog. Foi quando uma amiga de longa data sugeriu (também via twitter) que escrevesse sobre a arte dos relacionamentos. Confesso que não sou a pessoa mais indicada para escrever sobre isso. Na verdade, não acredito em amores eternos nem em paixão à primeira vista. Não mais.

Mas posso escrever sobre atitudes femininas insuportáveis. E acreditem, muitas de suas atitudes são insuportáveis. Afinal, colocar a culpa de seu mau humor (diariamente) na TPM, fazer cenas de ciúmes pelo simples fato de uma colega simpática (e gostosa) cumprimentar ou mandar escolher entre o namoro e o futebol com os amigos, não podem ser consideradas atitudes maduras. Ok, a colega simpática não precisaria usar uma roupa tão curta, nem ser tão simpática. E o futebol com os amigos não precisaria sempre terminar em um bar, cercado por amigos, mas principalmente, por amigas.

Mas, mulheres da minha vida, isso não lhes garante o direito de serem tão mau humoradas! Entendemos que uma vez por mês vocês sintam ódio do mundo. Se eu sangrasse mensalmente, também ficaria muito irritado. Se tivesse que manter as axilas, as pernas e (em muitos casos) a genitália depiladas, também odiaria o mundo. Se tivesse que sentir dores por nove meses, carregando um bebê que me dará dor de cabeça pelo resto da vida, sentiria raiva de todo ser vivo. Mas agora parem e pensem: com tantas coisas na cabeça, problemas, depilação, sangramentos, por que diabos insistem em implicar com a pobre da colega gostosa, digo, simpática?

Homem algum suporta o ciúme doentio da namorada (esposa, peguete, namorida, tanto faz). Não sou eu quem diz isso, mas todos os homens que represento nesse momento. Um homem quer apenas ficar em paz, não discutir relação. Quer jogar futebol e sair pra beber com os amigos, não ficar enfornado dentro de casa assistindo Titanic. E acredite, se ele ficar em casa por obrigação, não vai querer assistir filme algum. Vai, no máximo, querer assistir algum canal de esportes. Ou transar. E tenha certeza, o humor dele estará péssimo. Então, não inventem de fazer cena de carente. Não comecem a reclamar do canal de esportes ou da falta de atenção, sob pena de terminarem a noite sozinhas, chorando em seus lençóis. E o mais importante: nunca, mas nunca mesmo, comecem uma discussão com o namorado por causa de um simples "oi" daquela amiga gostosa.

domingo, 15 de agosto de 2010

Frustrações dos meus pais, frustrações dos seus filhos

A geração dos meus pais não cresceu na frente de um computador. Alguns vão dizer "tá, e qual a novidade?", mas acreditem, para muitos jovens, é difícil pensar que celular, internet e ipod não faziam parte da lista de natal das crianças que hoje chamamos de pais. Minha mãe não ficava grudada ao celular, no meio da aula, esperando uma mensagem de algum namoradinho. E meu pai não mandava sms para todas suas colegas. Simplesmente porque o celular não estava na mão de cada jovem, como algo banal mas imprescindível à vida.

Meus pais nunca reclamaram porque seus ipods deixaram de funcionar, ou porque a conexão da internet estava ruim. Não em sua juventude. Na verdade, nem sei se eles sabem o que é um ipod. Quando começaram a namorar, o símbolo do que sentiam era uma rosa roubada do jardim da vizinha, presente que meu pai entregava à minha mãe diariamente, e não o simples fato de mudar o status do orkut para "namorando". Até o amor parecia algo humano na juventude de meus pais.

Hoje, somos infelizes se, simplesmente, estamos sem rede no celular. Palavrões são ditos o tempo todo se a internet cai. O status do orkut e as frases do twitter resumem a vida das pessoas. Temos muitos amigos, muito mais do que meus pais tiveram em sua vida inteira, mas não os conhecemos. A vida só existe se puder ser resumida em 140 caracteres. O resto é resto. São frivolidades daqueles velhos e caretas que não são capazes de compreender o quanto nossa é difícil. Eles não entendem o sofrimento de uma frase no twitter, ou a importância de uma declaração no orkut. Falta de romantismo moderno.

Podem defender que isso é a "evolução", não estou nem aí. Quando ouço meus pais falando sobre os atos de romantismo, sobre o quanto era bom estar com os amigos (estar de verdade, e não em convenções de redes sociais), fico com a certeza de que nasci na geração errada. Sou apaixonado por essa tecnologia que facilita nossa vida e nos aproxima das pessoas, mas questiono: que evolução é essa que mecaniza os sentimentos e nos frustra com coisas tão banais? Algumas coisas não podem ser ditas ou sentidas apenas em 140 caracteres.

Jovem Foca