Buenas galera. Aqui está, em primeira mão, o novo Mural Diz Aí, em sua edição pós-seacom. Os relatos dessa edição do jornal mural são dos monitoes da Agência A4. A cobertura da Seacom foi algo desgastante, cansativo e excepcional. Apesar de todo o tempo investido, trabalhando, e de todas as dificuldades enfrentadas, é indescritível o sentimento de trabalhar para produzir uma semana inteira de conhecimento (além sala de aula) para os colegas. Esperamos que gostem da nova edição, que logo estará espalhada pelos murais da comunicação.
DizAi_Pós_Seacom
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sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Algumas explicações
Galera, desculpem não ter atualizado o blog ainda esse mês. Mas tenho duas boas razões (ou desculpas não tão boas assim, como queiram) para isso. A primeira é que comecei meu estágio no Hospital Santa Cruz, na Assessoria de Comunicação, e até pegar o ritmo, fico bastante atucanado. A segunda é que estamos na Semana Acadêmica do Curso de Comunicação da Unisc - Seacom, e faço parte da equipe de cobertura do evento pela Agência A4. Meu papel, além de ser mestre de cerimônia em algumas palestras, é escrever crônicas sobre as noites do evento. Assim, já estão duas crônicas no site da Seacom. Para conferir os novos textos, entrem na sessão crônicas. Espero que gostem. Após essa correria da Seacom, prometo voltar com novos textos. Até lá, grande abraço.
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domingo, 12 de setembro de 2010
Imprensa e censura em tempos de colônia
A vida no Brasil não era nada fácil. Nas poucas cidades, gente estranha circulando. A escravidão ainda era uma prática comum e significava status. Os índios eram vistos como animais a serem domesticados e a situação do fraco comércio, bem, era fraca mesmo. O ano era 1808, e viver na colônia não era nada empolgante. Mas toda a chatice e monotonia da vida no país estava prestes a acabar.
A família real chegava ao Brasil. Sim, ao Brasil, a colônia devastada e empobrecida, de onde Portugal tirava uma boa parte de suas riquezas. Um país (que ainda não podia ser chamado de país) esquecido pelos colonizadores, mas reconhecido como o único lugar seguro para onde a família real poderia fugir do pequeno Bonaparte, um governante com complexo de inferioridade que tentava compensar sua falta de estatura conquistando outros países.
E é nesse contexto político que surgiu a imprensa no Brasil. Tá, não foi tão simples assim. Naquela época, não bastava apenas ter a ideia e colocá-la em prática. Ela devia passar pela aprovação do império. Foi quando um gaúcho chamado Hipólito José da Costa teve uma ideia. Ele queria fazer um periódico para falar sobre a vida na sociedade, informar aos pouquíssimos cidadãos alfabetizados aquilo que acontecia na colônia e em Portugal. Mas o império sabia que o Hipólito era meio rebelde. O cara não acatava tudo o que o governo dizia. Ao contrário, era questionador, meio encrenqueiro, quase um fanfarrão.
Pois o governo barrou as ideias dele E não só isso: instituiu que nenhum veículo de comunicação poderia ser criado no país, a não ser que pertencesse ao próprio governo. O Hipólito não se conformou. Esbravejou, xingou as mães de metade do império. Mas a decisão estava tomada. Então, como era um inconformado por natureza, gaúcho puro-sangue, resolveu que não queria mais saber do Brasil. Foi pra Inglaterra, terra civilizada, povo educado, primeiro mundo. Mas não passava de uma tática para enganar o governo. Ele não queria apenas morar em outro país. Tudo o que precisava era de um lugar em que pudesse escrever sobre o Brasil, imprimir seus textos e enviá-los ao país.
Assim nasceu, em 1º de junho de 1808, o Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro. O folhetim tinha o tamanho de um livro, falava sobre temas diversos como cultura, política, economia, trazia críticas e notícias. Demorava algumas semanas (cerca de dois ou três meses) para chegar ao Brasil, afinal, o Sedex ainda não havia sido inventado. O único inconveniente da publicação é que ela não era autorizada. É lógico que o primeiro jornal brasileiro só podia ser pirata. Além disso, pouca gente lia, porque pouca gente sabia ler.
Mas se o governo já via o Hipólito José com maus olhos antes da criação do Correio, imagina só o clima quando souberam da existência do jornal. Para não ficar pra trás, o governo resolveu agir imediatamente. Reuniu uma equipe competente (ou quase isso) e criou um outro jornal, esse dentro da legalidade, com apoio do governo, com puxa-saquismo e tudo o mais que se tem direito. Nasceu então, no dia 10 de setembro de 1808, a Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro folhetim oficial do Brasil. As notícias eram chatas, notas sobre eventos da alta sociedade, textos exaltando o império, esses jogos de interesse que vemos até hoje em determinados periódicos. Mas, ao menos, percebia-se o primeiro interesse real do governo por algo que trazia informação à população.
É por isso que 10 de setembro é considerado o dia da imprensa, embora muitos (muitos mesmo) autores discordem da data. O Hipólito José continuou publicando o Correio por um longo tempo (até 1823), mesmo correndo o risco da censura e sabendo que teria concorrência. Alguns especuladores diziam que toda essa história de discórdia entre o gaúcho e o império não passava de joguinho de cena. Que, na verdade, eles tinham um acordo, e que só por isso os impressos de Hipólito José da Costa passavam pelas fronteiras brasileiras. Infelizmente, ele não viveu tempo suficiente para contar sua versão da história.
A família real chegava ao Brasil. Sim, ao Brasil, a colônia devastada e empobrecida, de onde Portugal tirava uma boa parte de suas riquezas. Um país (que ainda não podia ser chamado de país) esquecido pelos colonizadores, mas reconhecido como o único lugar seguro para onde a família real poderia fugir do pequeno Bonaparte, um governante com complexo de inferioridade que tentava compensar sua falta de estatura conquistando outros países.
E é nesse contexto político que surgiu a imprensa no Brasil. Tá, não foi tão simples assim. Naquela época, não bastava apenas ter a ideia e colocá-la em prática. Ela devia passar pela aprovação do império. Foi quando um gaúcho chamado Hipólito José da Costa teve uma ideia. Ele queria fazer um periódico para falar sobre a vida na sociedade, informar aos pouquíssimos cidadãos alfabetizados aquilo que acontecia na colônia e em Portugal. Mas o império sabia que o Hipólito era meio rebelde. O cara não acatava tudo o que o governo dizia. Ao contrário, era questionador, meio encrenqueiro, quase um fanfarrão.
Pois o governo barrou as ideias dele E não só isso: instituiu que nenhum veículo de comunicação poderia ser criado no país, a não ser que pertencesse ao próprio governo. O Hipólito não se conformou. Esbravejou, xingou as mães de metade do império. Mas a decisão estava tomada. Então, como era um inconformado por natureza, gaúcho puro-sangue, resolveu que não queria mais saber do Brasil. Foi pra Inglaterra, terra civilizada, povo educado, primeiro mundo. Mas não passava de uma tática para enganar o governo. Ele não queria apenas morar em outro país. Tudo o que precisava era de um lugar em que pudesse escrever sobre o Brasil, imprimir seus textos e enviá-los ao país.
Assim nasceu, em 1º de junho de 1808, o Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro. O folhetim tinha o tamanho de um livro, falava sobre temas diversos como cultura, política, economia, trazia críticas e notícias. Demorava algumas semanas (cerca de dois ou três meses) para chegar ao Brasil, afinal, o Sedex ainda não havia sido inventado. O único inconveniente da publicação é que ela não era autorizada. É lógico que o primeiro jornal brasileiro só podia ser pirata. Além disso, pouca gente lia, porque pouca gente sabia ler.
Mas se o governo já via o Hipólito José com maus olhos antes da criação do Correio, imagina só o clima quando souberam da existência do jornal. Para não ficar pra trás, o governo resolveu agir imediatamente. Reuniu uma equipe competente (ou quase isso) e criou um outro jornal, esse dentro da legalidade, com apoio do governo, com puxa-saquismo e tudo o mais que se tem direito. Nasceu então, no dia 10 de setembro de 1808, a Gazeta do Rio de Janeiro, o primeiro folhetim oficial do Brasil. As notícias eram chatas, notas sobre eventos da alta sociedade, textos exaltando o império, esses jogos de interesse que vemos até hoje em determinados periódicos. Mas, ao menos, percebia-se o primeiro interesse real do governo por algo que trazia informação à população.
É por isso que 10 de setembro é considerado o dia da imprensa, embora muitos (muitos mesmo) autores discordem da data. O Hipólito José continuou publicando o Correio por um longo tempo (até 1823), mesmo correndo o risco da censura e sabendo que teria concorrência. Alguns especuladores diziam que toda essa história de discórdia entre o gaúcho e o império não passava de joguinho de cena. Que, na verdade, eles tinham um acordo, e que só por isso os impressos de Hipólito José da Costa passavam pelas fronteiras brasileiras. Infelizmente, ele não viveu tempo suficiente para contar sua versão da história.
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Heranças do musaranho
O pequeno musaranho era meio inconformado. Tá, não era bem o musaranho que existe hoje, mas uma espécie de avô, milhões de anos mais velho. Enfim. Esse pequeno ancestral do musaranho era um inconformado. Não era bem visto pelos companheiros. Para eles estava tudo bem. Viviam em comunidade, alimentavam-se o suficiente para sua sobrevivência. E só. Nada de questionar as desigualdades na distribuição de alimento, nem estabelecer regras de convívio social. Ninguém abria a boca para falar nada. Até porque, nenhum deles sabia falar, ainda. E vem daí a importância do pequeno musaranho inconformado.
Começou quando esse vovô questionador resolveu se perguntar: por que nós não subimos em árvores? Só o solo não era o bastante. Mas é claro que, para todos os outros, o musaranho em questão era apenas um lunático. Afinal, onde já se viu um musaranho subindo em árvores? Mas é claro que ele não desistiu. Decidiu que esse seria seu objetivo de vida. Passou todas as horas possíveis, durante intermináveis dias tentando escalar árvores. Mas o tempo passava, e o pobre musaranho perdia as forças. Seus filhos tomaram então essa responsabilidade. Aquela família começou a ser excluída, mas não davam bola. Queriam realizar o sonho do patriarca, agora falecido. E foi de geração em geração que o sonho perpetuou, até o dia em que um filho nasceu diferente. Sua pequena pata não era inteira, mas dividida, com algo semelhante ao que chamamos hoje de "polegar".
Sim, o primeiro passo para a evolução. O musaranho conseguiu subir em árvores. Mas, e agora, qual seria seu objetivo de vida? A razão de existência daquela família era apenas realizar o sonho maluco de seu avô. Mas agora, nada mais fazia sentido. Então, alguns resolveram acomodar-se, já que dominar o solo e os galhos das árvores já era o suficiente. Mas outros poucos seguiram aquele mesmo espírito inquieto do vovô musaranho, e perceberam que poderiam ir muito mais longe. Ensaiaram então os primeiros passos sobre duas patas.
Com as patas dianteiras livres, e principalmente, com polegares nas patas dianteiras, começaram a construir instrumentos rudimentares, usados para conseguir alimento. Os musaranhos, agora, já não se pareciam em nada com aquele pequeno ratinho de 10 centímetros do início da história. Cresceram, adquiriram habilidades, criaram polegares, tornaram-se bípedes e seu cérebro estava em plena evolução. A mudança de postura (e alguns outros fatores explicados cientificamente) contribuíram para que a laringe se dilatasse. A boca agora estava livre, já que não era mas usada para carregar o alimento. Estava pronta para adquirir outras funções. O hemisfério esquerdo do cérebro estava cada vez mais independente do hemisfério direito.
Assim, a parte do cérebro responsável por nossa capacidade de comunicação estava cada vez mais desenvolvida. A laringe configurava-se como uma concha acústica que abrigava aquilo que hoje chamamos de cordas vocais. E a necessidade de comunicação crescia tanto quanto a capacidade do ser humano de se comunicar. As primeiras palavras foram esboçadas. Os primeiros idiomas tomaram cor. E assim começou a história da comunicação. Tudo porque, certa vez, um pequeno bichinho decidiu subir em uma árvore.
Esse post foi inspirado na aula de Tecnologias da Mídia do dia 19 de agosto. A cadeira é ministrada pelo professor Leonel Ayres, na Universidade de Santa Cruz do Sul.
Começou quando esse vovô questionador resolveu se perguntar: por que nós não subimos em árvores? Só o solo não era o bastante. Mas é claro que, para todos os outros, o musaranho em questão era apenas um lunático. Afinal, onde já se viu um musaranho subindo em árvores? Mas é claro que ele não desistiu. Decidiu que esse seria seu objetivo de vida. Passou todas as horas possíveis, durante intermináveis dias tentando escalar árvores. Mas o tempo passava, e o pobre musaranho perdia as forças. Seus filhos tomaram então essa responsabilidade. Aquela família começou a ser excluída, mas não davam bola. Queriam realizar o sonho do patriarca, agora falecido. E foi de geração em geração que o sonho perpetuou, até o dia em que um filho nasceu diferente. Sua pequena pata não era inteira, mas dividida, com algo semelhante ao que chamamos hoje de "polegar".
Sim, o primeiro passo para a evolução. O musaranho conseguiu subir em árvores. Mas, e agora, qual seria seu objetivo de vida? A razão de existência daquela família era apenas realizar o sonho maluco de seu avô. Mas agora, nada mais fazia sentido. Então, alguns resolveram acomodar-se, já que dominar o solo e os galhos das árvores já era o suficiente. Mas outros poucos seguiram aquele mesmo espírito inquieto do vovô musaranho, e perceberam que poderiam ir muito mais longe. Ensaiaram então os primeiros passos sobre duas patas.
Com as patas dianteiras livres, e principalmente, com polegares nas patas dianteiras, começaram a construir instrumentos rudimentares, usados para conseguir alimento. Os musaranhos, agora, já não se pareciam em nada com aquele pequeno ratinho de 10 centímetros do início da história. Cresceram, adquiriram habilidades, criaram polegares, tornaram-se bípedes e seu cérebro estava em plena evolução. A mudança de postura (e alguns outros fatores explicados cientificamente) contribuíram para que a laringe se dilatasse. A boca agora estava livre, já que não era mas usada para carregar o alimento. Estava pronta para adquirir outras funções. O hemisfério esquerdo do cérebro estava cada vez mais independente do hemisfério direito.
Assim, a parte do cérebro responsável por nossa capacidade de comunicação estava cada vez mais desenvolvida. A laringe configurava-se como uma concha acústica que abrigava aquilo que hoje chamamos de cordas vocais. E a necessidade de comunicação crescia tanto quanto a capacidade do ser humano de se comunicar. As primeiras palavras foram esboçadas. Os primeiros idiomas tomaram cor. E assim começou a história da comunicação. Tudo porque, certa vez, um pequeno bichinho decidiu subir em uma árvore.
Esse post foi inspirado na aula de Tecnologias da Mídia do dia 19 de agosto. A cadeira é ministrada pelo professor Leonel Ayres, na Universidade de Santa Cruz do Sul.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010
O terrível Krukru e a aprendiz de jornalista
E com seus ataques de baixo calão, o Terrível Krukru desfere golpes poderosos nos frágeis aprendizes de jornalista. Com seu olhar superior, consegue visualizar todos os humildes focas, perplexos, sem reação. Mas para compreendermos essa história, vamos voltar na linha do tempo até o dia anterior.
Domingo, dia dos pais. Data terrível para buscar um desconhecido no aeroporto. Mas ele não era tão desconhecido assim. O Terrível Krukru era uma lenda no Fantástico Mundo da Televisão. E para encontrá-lo, enviamos as golfinhas de elite V. e M.. As golfinhas eram simpáticas e tagarelas, mas ao escoltá-lo até a província de "Lá Onde Santa Cruz perdeu as Botas", descobriram que o Terrível Krukru não era nada simpático. As pequenas V. e M. tentavam acalmá-lo, procuravam distraí-lo, mas apenas recebiam golpes e mais golpes da fera indomável. "Quer ir jantar?" perguntaram, humildemente, as pobres golfinhas. "Sabem o que quero! Preciso apenas ficar sozinho, em minha gruta escura e gélida, para assistir ao Fantástico Mundo da Televisão", proferiu Krukru com sua voz de trovão. E esse foi seu golpe derradeiro na primeira batalha. A nova luta seria apenas segunda-feira pela manhã.
A arena estava quase lotada na segunda-feira. Muitos curiosos queriam ver o Terrível Krukru, ídolo da garotada. As golfinhas, nocauteadas no dia anterior, trouxeram reforço. Além de outras golfinhas, focas por todos os lados, prontos para o ataque ao monstro, que ainda estava à espreita, apenas observando o movimento. Ele sabia que era a estrela da batalha, e sabia também como desempenhar tal papel. Além de todos os soldados, os comandantes também estavam presentes. A estrategista, mestra-golfinha, apenas coordenava suas aprendizes. Enquanto isso, os mestres-focas, ou melhor, mestres-raposas, já estavam prontos. A raposa mestra posicionava-se como uma espécie de juíza, enquanto o raposão apenas observava seus focas. Tudo pronto, luzes, som, e o espetáculo começa.
Já em seu primeiro ataque, Krukru mostra sua força. São golpes firmes e certeiros. Com seu estilo de luta, conquista a torcida. Focas e golfinhos unidos, mas sem forças para combaterem o terrível monstro daquela terra tão longínqua. Krukru pede água, e os focas lançam-se numa tentativa desesperada de reação. Em vão. Krukru mantém a guarda e atinge seus oponentes com outro golpe certeiro. O mestre-raposão tenta ajudar seus pupilos, mas é barrado. As regras do jogo são claras, e os mestres não podem se envolver nas batalhas de seus discípulos. Já ao fim da luta, uma aprendiz de jornalista o ataca, desesperadamente. Flashs quase o paralizam. Mas o monstro é mais forte. E com seus ataques de baixo calão, o Terrível Krukru desfere golpes poderosos nos frágeis aprendizes de jornalista. Com seu olhar superior, consegue visualizar todos os humildes focas, perplexos, sem reação. Um golpe final encerra a disputa. Nos contos da vida real, nem sempre há um final feliz.
Domingo, dia dos pais. Data terrível para buscar um desconhecido no aeroporto. Mas ele não era tão desconhecido assim. O Terrível Krukru era uma lenda no Fantástico Mundo da Televisão. E para encontrá-lo, enviamos as golfinhas de elite V. e M.. As golfinhas eram simpáticas e tagarelas, mas ao escoltá-lo até a província de "Lá Onde Santa Cruz perdeu as Botas", descobriram que o Terrível Krukru não era nada simpático. As pequenas V. e M. tentavam acalmá-lo, procuravam distraí-lo, mas apenas recebiam golpes e mais golpes da fera indomável. "Quer ir jantar?" perguntaram, humildemente, as pobres golfinhas. "Sabem o que quero! Preciso apenas ficar sozinho, em minha gruta escura e gélida, para assistir ao Fantástico Mundo da Televisão", proferiu Krukru com sua voz de trovão. E esse foi seu golpe derradeiro na primeira batalha. A nova luta seria apenas segunda-feira pela manhã.
A arena estava quase lotada na segunda-feira. Muitos curiosos queriam ver o Terrível Krukru, ídolo da garotada. As golfinhas, nocauteadas no dia anterior, trouxeram reforço. Além de outras golfinhas, focas por todos os lados, prontos para o ataque ao monstro, que ainda estava à espreita, apenas observando o movimento. Ele sabia que era a estrela da batalha, e sabia também como desempenhar tal papel. Além de todos os soldados, os comandantes também estavam presentes. A estrategista, mestra-golfinha, apenas coordenava suas aprendizes. Enquanto isso, os mestres-focas, ou melhor, mestres-raposas, já estavam prontos. A raposa mestra posicionava-se como uma espécie de juíza, enquanto o raposão apenas observava seus focas. Tudo pronto, luzes, som, e o espetáculo começa.
Já em seu primeiro ataque, Krukru mostra sua força. São golpes firmes e certeiros. Com seu estilo de luta, conquista a torcida. Focas e golfinhos unidos, mas sem forças para combaterem o terrível monstro daquela terra tão longínqua. Krukru pede água, e os focas lançam-se numa tentativa desesperada de reação. Em vão. Krukru mantém a guarda e atinge seus oponentes com outro golpe certeiro. O mestre-raposão tenta ajudar seus pupilos, mas é barrado. As regras do jogo são claras, e os mestres não podem se envolver nas batalhas de seus discípulos. Já ao fim da luta, uma aprendiz de jornalista o ataca, desesperadamente. Flashs quase o paralizam. Mas o monstro é mais forte. E com seus ataques de baixo calão, o Terrível Krukru desfere golpes poderosos nos frágeis aprendizes de jornalista. Com seu olhar superior, consegue visualizar todos os humildes focas, perplexos, sem reação. Um golpe final encerra a disputa. Nos contos da vida real, nem sempre há um final feliz.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
...
No início da tarde de ontem fui informado que a cadeira de Jornalismo Impresso II, que seria ministrada pelo professor Hélio, foi cancelada, tal qual ocorreu no semestre passado. Fico então me perguntando, será que os alunos têm tanto medo assim das cadeiras do Hélio? Ou a decisão do supremo está colaborando para que muitos alunos desistam do curso? Sinceramente, acredito que as duas hipóteses estejam corretas. A fama de "carrasco" do Hélio voa pela Unisc, e a não obrigatoriedade do diploma vêm desestimulando muitos acadêmicos. Mas há outra hipótese circulando pelos corredores da comunicação. Acredito ser de conhecimento geral o fato de que há uma "divisão" em grupos de professores do curso de comunicação. Há também um boato de que alguns professores de um desses "grupos" tentam, como posso dizer, prejudicar professores do grupo contrário. O cancelamento de uma cadeira do professor Hélio seria então uma forma de prejudicar o educador??? Não sei a resposta. Muito menos sei se acredito nesse papo de divisão. Mas os boatos estão por aí. Espero que ao menos possamos fazer a cadeira no ano que vem e que essas historinhas de rivalidade não prejudiquem a formação dos acadêmicos. E quanto aos boatos, bem, quem liga pra eles mesmo?
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
Relembrando 1808
Por muito tempo, mais especificamente até 1999, o dia da imprensa foi comemorado em 10 de setembro. Isso porque foi nesta data, no ano de 1808, que circulou, pela primeira vez, a Gazeta do Rio de Janeiro, considerada durante um longo período como o primeiro jornal brasileiro. A Gazeta era um periódico da corte e antes de seu lançamento era extremamente proibida a circulação e a impressão de qualquer livro ou jornal no país. Entretanto, houve um predecessor que circulava clandestinamente. O Jornal chamava-se Correio Braziliense, criado pelo gaúcho Hipólito José da Costa e impresso na Inglaterra. Diferente dos conhecidos jornais de nossos tempos, os impressos de Hipólito mais assemelhavam-se a livros. A primeira edição do jornal clandestino data de 1º de junho de 1808, três meses antes da criação da Gazeta. Mas foi apenas em 1999, com a contestação de historiadores - que defendiam o Correio como o marco do jornalismo no país - que a data mudou para 1º de junho.
Há ainda muitas especulações, teorias (conspiratórias ou não), incertezas. Alguns acreditam que Hipólito da Costa, apesar de defender ideais libertários em eu periódico, encontrava-se com a monarquia, servia-se do dinheiro dos poderosos que tanto criticava e, talvez, até mantivesse pactos com aqueles que, antes, proibiam a publicação de tais influências contra o regime monárquico. Para saber se é verdade basta procurar, há registros históricos que detalham esses "boatos". Críticos afirmam que o Correio, mesmo sendo (em teoria) contra o governo, não passava de um periódico vendido a ele. Se é verdade, eu não sei. Infelizmente ainda não consegui estudar o assunto com tal profundidade. Mas será que o fato tira o brilhantismo dessa data? Afinal, como comunicadores, ou estudantes da área, deveríamos nos orgulhar ao invés de procurarmos razões ou teorias incertas sobre um jornal que dava a luz a novos ideais (liberté, égalité, fraternité), um periódico estatal que não trazia nada de interesse público ou sobre supostos sinais do primeiro caso de corrupção entre a imprensa e o governo brasileiro.
Há ainda muitas especulações, teorias (conspiratórias ou não), incertezas. Alguns acreditam que Hipólito da Costa, apesar de defender ideais libertários em eu periódico, encontrava-se com a monarquia, servia-se do dinheiro dos poderosos que tanto criticava e, talvez, até mantivesse pactos com aqueles que, antes, proibiam a publicação de tais influências contra o regime monárquico. Para saber se é verdade basta procurar, há registros históricos que detalham esses "boatos". Críticos afirmam que o Correio, mesmo sendo (em teoria) contra o governo, não passava de um periódico vendido a ele. Se é verdade, eu não sei. Infelizmente ainda não consegui estudar o assunto com tal profundidade. Mas será que o fato tira o brilhantismo dessa data? Afinal, como comunicadores, ou estudantes da área, deveríamos nos orgulhar ao invés de procurarmos razões ou teorias incertas sobre um jornal que dava a luz a novos ideais (liberté, égalité, fraternité), um periódico estatal que não trazia nada de interesse público ou sobre supostos sinais do primeiro caso de corrupção entre a imprensa e o governo brasileiro.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Pede pra sair seu 05...
Infelizmente não consigo mais entrar no blog frequentemente. Pelo menos não foi possível na última semana. A verdade é que os trabalhos estão acabando comigo (e com o resto da turma). Se você é uma das 5 pessoas que acompanha esse blog, deve lembrar do meu trabalho, do meu calvário, 1 mês sem assistir TV. Pois bem, terei que recomeçar. Tantas coisas na cabeça me fizeram esquecer de anotar diariamente essa experiência, e com mais de uma semana perdida, resolvi reiniciar. Mas antes vou aproveitar um pouquinho esse período que precede a nova abstinência. Começo dia 1º de maio. Às vezes acho que uso o fato de não ter feito esse relato diário apenas como desculpa. Imagino a professora Ana como um capitão Nascimento da comunicação: "Pede pra sair 05, pede!" E eu, fragilizado pelas cadeiras e atormentado pelo mau-humor de alguns professores, apenas repito freneticamente, "Eu desisto senhor, eu desisto". Mas, mudando de assunto, alguém aí ainda não conhece a nova moda da internet, o Twitter? Não, eu ainda não fiz o meu. O que me inquieta é querer saber o que leva as pessoas a esses modismos instantâneos. E eu com saudades do mIRC... bons tempos!
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