Algo que me intriga e entristece é ver que muitos de meus futuros colegas de profissão tornaram-se preguiçosos e omissos com o passar do tempo. São profissionais que saíram da faculdade com o sonho de mudar o mundo, de fazer um jornalismo diferente, de buscar um olhar diferenciado em cada pauta, mas que deixaram-se engessar pelos modelos ultrapassados ainda praticados nas redações do século 21.
Sempre acreditei que a mudança deve partir de cima, de quem encabeça um órgão de comunicação, e não de um repórter utópico. Direção e editores devem, juntos, estimular a equipe de reportagem a trabalhar em busca de uma informação fundamentada na apuração de todas as nuances de uma história. O jornalismo não deve e não pode se ater a publicações de releases e pautas mal-apuradas via telefone. Mas, infelizmente, é isso que assola grande parte dos veículos de comunicação do Rio Grande do Sul.
Em geral, a responsabilidade de produzir duas ou três matérias por dia faz com que o repórter deixe escapar princípios básicos de apuração. Por necessidade - afinal, um veículo tem que gerar renda para cobrir seus custos e pagar seus funcionários -, a preocupação em fechar a edição do dia seguinte mostra-se maior do que a com a qualidade do que será veiculado. O pensamento nos casos mais extremos é: "se errarmos hoje, corrigimos amanhã e seguramos a atenção dos leitores por mais um dia".
Mas, até quando nossos colegas serão submetidos a esse modelo retrógrado de jornalismo, que oferece uma informação superficial e que não leva em conta a necessidade de notícias bem-apuradas e com profundidade? Até quando os interesses pelo lucro dos grandes veículos irá engessar o talento de colegas competentes? Até quando seremos agredidos com pseudo-reportagens cobertas via telefone no conforto do ar-condicionado, enquanto a verdadeira notícia está lá fora, no calor, esperando para ser descoberta por um repórter que se disponha a encontrá-la?Podem defender que "é isso que o povo quer ler". Mas se não lhes dão opções, como eles poderiam clamar por algo diferente?
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Orelhas também podem ser polêmicas
Há cerca de nove ou 10 anos tornou-se moda entre os meninos pré-adolescentes o uso de brincos. Ao menos em Santa Catarina, estado no qual residia na época. Eu, então com 11 ou 12 anos, um garotinho gorducho e medroso, fiquei com medo de aderir à moda. De qualquer forma, a coisa evoluiu. De pequenas e discretas pedras a garotada partiu para o uso de argolas - cada dia mais ousadas.
Com o tempo, o ornamento, antes pendurado, começou a profanar as leis de Newton e dividir o mesmo lugar no espaço que a carne de muitas dessas orelhas. São os chamados alargadores, adornos capazes de comprovar o quão fantástica é a capacidade do tecido humano de expandir-se e adaptar-se às mais excêntricas invencões.
Mas quando minha vã filosofia ousou sugerir que não havia nada mais de bizarro a ser inventado para ocupar o lugar de um brinco, eis que vejo uma adaptação: um parafuso atravessado na orelha. Sim, um parafuso! Confesso que foi a primeira vez que vi a surreal adaptação, algo que minha imaginação limitada jamais havia me deixado prever. Só fico pensando: imagina se essa moda pega.
Daqui a pouco teremos lojas de bijuterias com prateleiras inteiras dedicadas a materiais de construção. Imaginem a namorada comprando um pacote de parafusos de presente ao namorado moderninho. Ou o rapaz presenteando a noiva com um lindo conjunto de pregos (de três tamanhos diferentes, porque ela tem três furos em cada orelha). Não seria esse o ponto máximo a que se pode elevar o termo "reciclagem"?
Com o tempo, o ornamento, antes pendurado, começou a profanar as leis de Newton e dividir o mesmo lugar no espaço que a carne de muitas dessas orelhas. São os chamados alargadores, adornos capazes de comprovar o quão fantástica é a capacidade do tecido humano de expandir-se e adaptar-se às mais excêntricas invencões.
Mas quando minha vã filosofia ousou sugerir que não havia nada mais de bizarro a ser inventado para ocupar o lugar de um brinco, eis que vejo uma adaptação: um parafuso atravessado na orelha. Sim, um parafuso! Confesso que foi a primeira vez que vi a surreal adaptação, algo que minha imaginação limitada jamais havia me deixado prever. Só fico pensando: imagina se essa moda pega.
Daqui a pouco teremos lojas de bijuterias com prateleiras inteiras dedicadas a materiais de construção. Imaginem a namorada comprando um pacote de parafusos de presente ao namorado moderninho. Ou o rapaz presenteando a noiva com um lindo conjunto de pregos (de três tamanhos diferentes, porque ela tem três furos em cada orelha). Não seria esse o ponto máximo a que se pode elevar o termo "reciclagem"?
Marcadores:
Brincos,
Orelhas,
Polêmica,
Reciclagem
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Todos amam futebol
Foi hoje, no fim da tarde, enquanto aguardava o ônibus para voltar pra casa. De pé na parada, ao lado de duas senhoras com seus 60 ou 70 e poucos anos, ouço a seguinte discussão:
- Não, o Avenida tinha que ganhar pra se classificar. Mas tá só empatando.
- Tá, mas se ele ganha, se classifica?
- Não. Depende do Brasil de Farroupilha e do tal de Juventus lá de Santa Rosa. O Brasil tem que perder, mas esse Juventus não ganhou nenhuma até agora. Tu acha que ganharia agora?
- Não ganha. Mas e esse que tá jogando com o Avenida, como que tá?
- Ah, esse tá classificado, ninguém mais busca. E eles tão empatando. Só por milagre pro Avenida ganhar.
- Pobre Avenida.
Pode ser branco, negro, pardo; baixinho, gordinho ou alto e magro; homem, mulher, homo, bi, trans ou mesmo hermafrodita; criança, adolescente, adulto ou idoso; quem nunca se pegou assistindo um jogo na TV, mesmo sem querer, e torcendo inconscientemente para um dos lados? No discurso, futebol é uma chatice. No dia a dia, o esporte mais popular do país é assunto em jornais, revistas, bares, ou mesmo numa parada de ônibus. Perdom-me a generalização, mas de uma forma ou de outra, todos amam futebol.
- Não, o Avenida tinha que ganhar pra se classificar. Mas tá só empatando.
- Tá, mas se ele ganha, se classifica?
- Não. Depende do Brasil de Farroupilha e do tal de Juventus lá de Santa Rosa. O Brasil tem que perder, mas esse Juventus não ganhou nenhuma até agora. Tu acha que ganharia agora?
- Não ganha. Mas e esse que tá jogando com o Avenida, como que tá?
- Ah, esse tá classificado, ninguém mais busca. E eles tão empatando. Só por milagre pro Avenida ganhar.
- Pobre Avenida.
Pode ser branco, negro, pardo; baixinho, gordinho ou alto e magro; homem, mulher, homo, bi, trans ou mesmo hermafrodita; criança, adolescente, adulto ou idoso; quem nunca se pegou assistindo um jogo na TV, mesmo sem querer, e torcendo inconscientemente para um dos lados? No discurso, futebol é uma chatice. No dia a dia, o esporte mais popular do país é assunto em jornais, revistas, bares, ou mesmo numa parada de ônibus. Perdom-me a generalização, mas de uma forma ou de outra, todos amam futebol.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Por que 16 de fevereiro é o dia do repórter?
Quem é da área da comunicação deve ter ao menos lido algo sobre hoje, 16 de fevereiro, ser o dia do repórter. Dia em homenagem aquele cara que batalha todos os dias para conseguir uma boa reportagem, apurar a informação e levá-la ao público da forma mais clara possível. O cara que espera por horas até que uma fonte possa finalmente dar uma sonora de 2 minutos. Uma espera cansativa mas necessária.
É o cara que, a cada olhar, enxerga algo diferente. Encontra pautas fugindo (ou não) da obviedade e do lugar comum. Repórter é aquele que ganha mal, trabalha muito, recebe ligações no meio da noite com uma denúncia que pode ser capa no fim de semana. Vive estressado mas de bem com a vida. Dorme pouco, mas tem pique para correr o dia inteiro atrás da notícia. E o mais importante: é apaixonado pelo que faz. Não se imagina com a bunda sentada em uma cadeira fazendo assessoria de imprensa, ou, ainda pior, trabalhando em outra área sem relação alguma com comunicação.
Mas afinal, por que 16 de fevereiro é o dia do repórter? Essa é uma pergunta que nem o Google conseguiu responder. Então, resolvi formular algumas teorias.
Teoria 1: "Em 1773 as distinções entre cristãos velhos e cristãos novos são abolidas em Portugal. É igualmente decretada a destruição dos registros cadastrais dos judeus." Todos sabemos que os repórteres são muito religiosos, principalmente quando cai a pauta (eles dizem "Ai Meu Deus!"). Há uma possível relação.
Teoria 2: "Em 1848 nasceu o escritor e jornalista francês Octave Mirbeau. Ele faleceu em 1917, também no dia 16 de fevereiro." Pode ser uma homenagem por sua contribuição enquanto jornalista (que contribuição?).
Teoria 3: "Em 1958 faleceu Benedito Lacerda, flautista, saxofonista, compositor e regente brasileiro." Tá, não tem ligação alguma com reportagem, mas o cara é (foi) saxofonista, merece meu respeito.
Teoria 4: "Em 1896 foi a primeira publicação da tira Yellow Kid no New York Journal, pioneiro das história em quadrinhos, obra de Richard Fenton Outcault." Pelo menos essa teoria é relacionada a jornal.
Teoria 5: "Em 1933 é fundado o Madureira Atlético Clube, futuro Madureira Esporte Clube." Teoria muito relevante... #NOT.
Se alguém tiver outra teoria ou souber a verdadeira resposta, deixe seu comentário. No mais, só resta parabenizar a todos os profissionais que doam suas vidas para levar informação de qualidade, todos os dias, às casas de milhões de brasileiros. Vocês são os heróis da democracia.
É o cara que, a cada olhar, enxerga algo diferente. Encontra pautas fugindo (ou não) da obviedade e do lugar comum. Repórter é aquele que ganha mal, trabalha muito, recebe ligações no meio da noite com uma denúncia que pode ser capa no fim de semana. Vive estressado mas de bem com a vida. Dorme pouco, mas tem pique para correr o dia inteiro atrás da notícia. E o mais importante: é apaixonado pelo que faz. Não se imagina com a bunda sentada em uma cadeira fazendo assessoria de imprensa, ou, ainda pior, trabalhando em outra área sem relação alguma com comunicação.
Mas afinal, por que 16 de fevereiro é o dia do repórter? Essa é uma pergunta que nem o Google conseguiu responder. Então, resolvi formular algumas teorias.
Teoria 1: "Em 1773 as distinções entre cristãos velhos e cristãos novos são abolidas em Portugal. É igualmente decretada a destruição dos registros cadastrais dos judeus." Todos sabemos que os repórteres são muito religiosos, principalmente quando cai a pauta (eles dizem "Ai Meu Deus!"). Há uma possível relação.
Teoria 2: "Em 1848 nasceu o escritor e jornalista francês Octave Mirbeau. Ele faleceu em 1917, também no dia 16 de fevereiro." Pode ser uma homenagem por sua contribuição enquanto jornalista (que contribuição?).
Teoria 3: "Em 1958 faleceu Benedito Lacerda, flautista, saxofonista, compositor e regente brasileiro." Tá, não tem ligação alguma com reportagem, mas o cara é (foi) saxofonista, merece meu respeito.
Teoria 4: "Em 1896 foi a primeira publicação da tira Yellow Kid no New York Journal, pioneiro das história em quadrinhos, obra de Richard Fenton Outcault." Pelo menos essa teoria é relacionada a jornal.
Teoria 5: "Em 1933 é fundado o Madureira Atlético Clube, futuro Madureira Esporte Clube." Teoria muito relevante... #NOT.
Se alguém tiver outra teoria ou souber a verdadeira resposta, deixe seu comentário. No mais, só resta parabenizar a todos os profissionais que doam suas vidas para levar informação de qualidade, todos os dias, às casas de milhões de brasileiros. Vocês são os heróis da democracia.
Marcadores:
Data,
Datas comemorativas,
Jornalismo,
Reportagem,
Repórter
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Manual do Estagiário - Capítulo IV
O Estagiário e as Relações Políticas
Se estagiário longe do poder já faz merda, imagina quem trabalha diariamente com os governantes, seja na cidade, estado ou mesmo em nível nacional. A verdade é que o pobre estagiário tem o dom de atrair problemas. É verdade que ele tenta fazer tudo certo, da melhor forma possível. Aquela busca incansável por um elogiozinho que seja. Mas, como já ficou bastante claro nos capítulos anteriores, seu chefe não é muito fã de elogios. A única forma de receber um elogio é se você for uma estagiária gostosa. Nesse caso, com certeza, seu chefe a elogiará. E muito. Dará presentes. Oferecerá caronas. Mas depois que cansar de te comer, vai te deixar de lado, como fez com todas as outras.
Mas a questão agora não é quem seu chefe come ou deixa de comer. O fato é que você, estagiário, em sua ânsia de mostrar-se competente, acaba pecando nos detalhes mais sutis. Já falamos aqui, por exemplo, sobre a importância de não falar besteiras no twitter corporativo. Mas teve um estagiário do STF que esqueceu dessa regra, se descuidou, e fez merda. E ele mexeu logo com o Sarney. Já não bastasse o osso, o senador agora não vai largar o pé do pobre estagiário também.
E quem não se lembra do caso do MEC, quando sua assessoria de comunicação ameaçou, via twitter, os alunos que estavam reclamando da incompetência do sistema na realização do ENEM de 2010? Bem coisa de estagiário mesmo. Pelo que sei, estão procurando novos estagiários até hoje. E não fazer piadas em redes sociais é diferencial.
Mas, quando o assunto é política, estagiário não faz burrada apenas pelo twitter. Bem pelo contrário. Tem cidades por aí em que o governo municipal, por exemplo, tenta inibir os jornais locais. Ferem o direito constitucional do acesso à informação. E o que é mais triste é que essa atitude, logicamente, não parte dos estagiários. Ela vem de cima. Você, estagiário, é apenas o capacho que deve obedecer as ordens que vem de cima. Ou isso, ou manda o chefe pra longe e procura outro emprego que pague a mesma merreca que recebe na prefeitura.
É claro que esse foi apenas um exemplo tolo. Afinal, não existem mais cidades no Brasil em que o coronelismo reina. Aquela história de prefeita esposa de ex-prefeito, agora deputado, que elege o filho vereador e depois deputado também e blá blá blá, não passa de besteira. Vivemos em uma democracia e elegemos nossos governantes de forma sensata. Está certo que, vez ou outra, surge um estagiário da prefeitura em comunidades carentes doando roupas, alimentação e medicamentos."E vê se não faz merda, hein? Não deixa ninguém da oposição te ver por lá", são as palavras que martelam na cabeça do estagiário enquanto ele distribui os "agrados" ao povo. A sirene soa. "Mão pra cima, rapá, mão pra cima." Alguém da oposição viu o estagiário e denunciou pra polícia. Afinal, é véspera de eleição municipal. Ainda assim, o atual governo vence. O estagiário tem mérito nisso, mas fica esquecido na cadeia. E que não espere um elogio. Esse "acaso" faz parte de seu trabalho, e ele não fez mais do que sua obrigação.
Para ler o capítulo anterior, clique aqui.
Para ler o primeiro post da série clique neste link.
Se estagiário longe do poder já faz merda, imagina quem trabalha diariamente com os governantes, seja na cidade, estado ou mesmo em nível nacional. A verdade é que o pobre estagiário tem o dom de atrair problemas. É verdade que ele tenta fazer tudo certo, da melhor forma possível. Aquela busca incansável por um elogiozinho que seja. Mas, como já ficou bastante claro nos capítulos anteriores, seu chefe não é muito fã de elogios. A única forma de receber um elogio é se você for uma estagiária gostosa. Nesse caso, com certeza, seu chefe a elogiará. E muito. Dará presentes. Oferecerá caronas. Mas depois que cansar de te comer, vai te deixar de lado, como fez com todas as outras.
Mas a questão agora não é quem seu chefe come ou deixa de comer. O fato é que você, estagiário, em sua ânsia de mostrar-se competente, acaba pecando nos detalhes mais sutis. Já falamos aqui, por exemplo, sobre a importância de não falar besteiras no twitter corporativo. Mas teve um estagiário do STF que esqueceu dessa regra, se descuidou, e fez merda. E ele mexeu logo com o Sarney. Já não bastasse o osso, o senador agora não vai largar o pé do pobre estagiário também.
E quem não se lembra do caso do MEC, quando sua assessoria de comunicação ameaçou, via twitter, os alunos que estavam reclamando da incompetência do sistema na realização do ENEM de 2010? Bem coisa de estagiário mesmo. Pelo que sei, estão procurando novos estagiários até hoje. E não fazer piadas em redes sociais é diferencial.
Mas, quando o assunto é política, estagiário não faz burrada apenas pelo twitter. Bem pelo contrário. Tem cidades por aí em que o governo municipal, por exemplo, tenta inibir os jornais locais. Ferem o direito constitucional do acesso à informação. E o que é mais triste é que essa atitude, logicamente, não parte dos estagiários. Ela vem de cima. Você, estagiário, é apenas o capacho que deve obedecer as ordens que vem de cima. Ou isso, ou manda o chefe pra longe e procura outro emprego que pague a mesma merreca que recebe na prefeitura.
É claro que esse foi apenas um exemplo tolo. Afinal, não existem mais cidades no Brasil em que o coronelismo reina. Aquela história de prefeita esposa de ex-prefeito, agora deputado, que elege o filho vereador e depois deputado também e blá blá blá, não passa de besteira. Vivemos em uma democracia e elegemos nossos governantes de forma sensata. Está certo que, vez ou outra, surge um estagiário da prefeitura em comunidades carentes doando roupas, alimentação e medicamentos."E vê se não faz merda, hein? Não deixa ninguém da oposição te ver por lá", são as palavras que martelam na cabeça do estagiário enquanto ele distribui os "agrados" ao povo. A sirene soa. "Mão pra cima, rapá, mão pra cima." Alguém da oposição viu o estagiário e denunciou pra polícia. Afinal, é véspera de eleição municipal. Ainda assim, o atual governo vence. O estagiário tem mérito nisso, mas fica esquecido na cadeia. E que não espere um elogio. Esse "acaso" faz parte de seu trabalho, e ele não fez mais do que sua obrigação.
Para ler o capítulo anterior, clique aqui.
Para ler o primeiro post da série clique neste link.
Marcadores:
Estagiário,
Guia de sobrevivência,
Manual,
Política
Assinar:
Postagens (Atom)